sexta, 6 de novembro de 2015, 18:31:41

A importância da fotoproteção

O Sol é fonte de energia fundamental para a manutenção das condições de vida no planeta. Seus efeitos sobre o homem dependem das características individuais da pele exposta, intensidade, freqüência e tempo de exposição, que por sua vez dependem da localização geográfica, estação do ano, período do dia e condição climática. Esses efeitos trazem benefícios ao ser humano,como sensação de bem-estar físico e mental, estímulo à produção de melanina (pigmento que dá cor à pele) e de vitamina D (envolvida no metabolismo ósseo). Porém,a radiação solar também pode causar prejuízos ao organismo, caso não se tome os devidos cuidados quanto à dose de radiação solar recebida.

Dentre as radiações do espectro solar, os raios ultravioletas (UVA e UVB) são os principais responsáveis pelo desenvolvimento de afecções cutâneas. A radiação UVA associa-se principalmente ao envelhecimento precoce da pele, à ocorrência de reações fotoalérgicas e fotodermatoses, além de ter um provável papel na gênese do câncer de pele tipo melanoma. A radiação UVB é responsável pela maioria dos danos agudos e crônicos causados pelo sol, o que inclui desde eritema (vermelhidão) e queimaduras solares, até a supressão imunológica e a interação direta com as moléculas de DNA, causando mutações associadas ao desenvolvimento do câncer de pele do tipo não-melanoma (carcinoma basocelular e espinocelular). 

O uso regular de protetores solares pode reduzir a incidência desses agravos, sendo essa medida incentivada desde o início da vida. Os protetores solares são substâncias que, quando incorporadas em formulações adequadas, reduzem os efeitos da radiação ultravioleta sobre a pele, através da absorção, reflexão ou espalhamento da luz incidente.

Existem duas classes de protetores solares: os orgânicos (ou protetores químicos) e os inorgânicos (ou protetores físicos). Os protetores químicos absorvem a radiação ultravioleta e, assim, diminuem seu potencial de causar danos às estruturas celulares. São e cazesdesde que haja reaplicações frequentes, visto que saturam sua capacidade de absorver energia ao longo do tempo.

Já os protetores físicos são substâncias opacas que agem por re exão, absorção e espalhamento da luz, minimizando os efeitos da radiação solar em todos os comprimentos de onda. Até algum tempo, muitas pessoas não optavam por esse tipo de protetor devido ao aspecto esbranquiçado deixado na pele. Contudo, atualmente eles estão disponíveis também em nanopartículas, principalmente de óxido de zinco e dióxido de titânio, o que confere um melhor efeito cosmético, com coloração mais discreta do que a das formulações anteriores.A vantagem desse tipo de  ltro é que são mais estáveis e não costumam induzir reações de hipersensibilidade, por isso são ideais para pacientes alérgicos ou com doenças relacionadas à radiação solar, podendo ser utilizados por crianças e adultos. 

Na prática, a escolha do protetor solar deve ser individualizada com base nas características da pele, como fototipo, grau de oleosidade e afecções cutâneas associadas, bem como intensidade de exposição solar. O  ltro escolhido deve abranger os espectros da radiação UVA e UVB, possuir fator de proteção solar (FPS) de pelo menos 30 e, principalmente, ser incorporado à rotina diária durante todo o ano. A aplicação deve ocorrer 20 minutos antes da exposição solar e são necessárias reaplicações a cada 2 horas para garantir a uniformidade da película formada e proporcionar um acréscimo na proteção. 

Os protetores solares devem fazer parte de um conjunto de medidas para fotoproteção, que deve incluir também roupas adequadas, chapéus, sombra e a diminuição da exposição em horários em que as radiações estão mais acentuadas. A perspectiva de uma real proteção da pele requer, portanto, que o  ltro solar seja um dos pontos de um estilo de vida mais saudável.